HISTÓRIA DO CONSTITUCIONALISMO
NO BRASIL (RESUMIDO)
Em 03.06.1822
Atendendo à representação do Conselho de Procuradores Gerais das
Províncias, decretava Dom Pedro I a convocação de uma (a primeira)
Assembléia Constituinte e legislativa (com a finalidade da elaboração do
Código Fundamental do Império). Eleição foi realizada pelo sistema indireto
(eleitos pelo povo os eleitores de paróquia, e por estes, os deputados, em
número de cem).
Em 07.09.1822
Separação política entre a colônia do Brasil e a metrópole portuguesa,
declarada oficialmente no dia sete de setembro de 1822. O processo de
independência começa com o agravamento da crise do sistema colonial e se
estende até a adoção da primeira Constituição brasileira, em 1824. As revoltas
do fim do século XVIII e começo do XIX, como a Inconfidência Mineira, a
Conjuração Baiana e a Revolução Pernambucana de 1817, mostram o
enfraquecimento do sistema colonial. A Independência dos Estados Unidos da
América (EUA) e a Revolução Francesa (1789) reforçam os argumentos dos
defensores das idéias liberais e republicanas. Cresce a condenação
internacional ao absolutismo monárquico e ao colonialismo. Aumentam as
pressões externas e internas contra o monopólio comercial português e o
excesso de impostos numa época de livre comércio. (•) Corte Portuguesa – A
instalação da Corte Portuguesa no Brasil contribui para a separação definitiva
das duas nações. A abertura dos portos e a criação do Reino Unido do Brasil
praticamente cortam os vínculos coloniais e preparam a independência. Com a
Revolução do Porto, em 1820, a burguesia portuguesa tenta fazer o Brasil
retornar à situação de colônia. A partir de 1821, as Cortes Constituintes – o
Parlamento Lusitano – obrigam Dom João VI a jurar lealdade à Constituição
por elas elaborada e a retornar imediatamente a Portugal. No Brasil fica Dom
Pedro como Regente, para conduzir a separação política, caso fosse inevitável.
Pressionado pelas Cortes Constituintes, Dom João VI chama Dom Pedro à
Lisboa. Mas o Príncipe Regente resiste às pressões, que considera uma
tentativa de esvaziar o poder da Monarquia. Forma-se em torno dele um grupo
de políticos brasileiros que defende a manutenção do “status” do Brasil no
Reino Unido. Em 29 de dezembro de 1821, Dom Pedro recebe um abaixoassinado
que não deixe o Brasil. Sua decisão de ficar é anunciada no dia nove
de janeiro do ano seguinte, num gesto enfático. O episódio passa à história
como o dia do fico. (•) Articulações Políticas – Entre os políticos que cercam
o regente estão os irmãos Antônio Carlos e José Bonifácio de Andrade e Silva,
e o Visconde de Cairu, José da Silva Lisboa. Principal Ministro e conselheiro
de Dom Pedro, José Bonifácio, luta num primeiro momento pela manutenção
dos vínculos com a antiga metrópole, resguardando o mínimo de autonomia
brasileira. Convencido de que o rompimento é necessário, passa a ser o
principal ideólogo da independência política do Brasil, sendo conhecido desde
então como Patriarca da Independência. Fora da Corte, outros líderes
liberais, como Joaquim Gonçalves Ledo e Januário da Cunha Barbosa, atuam
nos jornais e nas lojas maçônicas. Fazem pesadas críticas ao colonialismo
português e defendem total separação da metrópole. Em 3 de junho de 1822,
Dom Pedro recusa fidelidade à Constituição portuguesa e convoca a primeira
Assembléia Constituinte Brasileira. Em 1º de agosto, baixou um Decreto que
considera inimigas as tropas portuguesas que desembarcarem no país. Cinco
dias depois, assina o Manifesto às Nações Amigas, redigido por José Bonifácio.
Nele, Dom Pedro justifica o rompimento com as Cortes Constituintes de Lisboa
e assegura “a independência do Brasil, mas como Reino irmão de Portugal”. (•)
Independência – Em protesto, os portugueses anulam a convocação da
Assembléia Constituinte Brasileira, ameaçam com o envio de tropas e exigem o
retorno imediato do Príncipe Regente. No dia sete de setembro de 1822, numa
viagem a São Paulo, Dom Pedro recebe as exigências das Cortes. Irritado Dom
Pedro reage proclamando a Independência do Brasil. Em 12 de outubro de
1822, é aclamado imperador pelos pares do Reino e coroado pelo Bispo do Rio
de Janeiro em 1º de dezembro, recebendo o título de Dom Pedro I. No início de
1823, realizam-se eleições para a Assembléia Constituinte da primeira
Constituição do Império Brasileiro. A Assembléia é fechada em novembro,
por divergências com Dom Pedro I. Elaborada pelo Conselho de Estado, a
Constituição é outorgada pelo imperador em 25 de março de 1824. Com a
Constituição em vigor e vencidas as últimas resistências portuguesas nas
províncias, o processo da separação entre colônia e metrópole está concluído.
Contra o liberalismo de setores das elites brasileiras, triunfa o espírito
conservador e centralizador de José Bonifácio. Ele pregava a Independência
sem mudança de regime, ou seja, sem a proclamação da República, e sem
nenhuma mudança social importante, como a abolição da escravatura. A
Independência, entretanto, só é reconhecida por Portugal em 1825, quando
Dom João VI assina o Tratado de Paz e Aliança entre Portugal e Brasil.
Em 03.05.1823
Instalou-se no Brasil a histórica Constituinte através da Assembléia
Constituinte de 1823. As sessões são abertas em 04 de maio de 1823, apesar de
a Constituinte ter sido convocada por Dom Pedro I no ano anterior (em 1822).
Tem a duração de apenas seis meses.
Em 06.05.1823
Com a Assembléia Constituinte já abalada, iniciaram os debates mais
(tumultuados) violentos.
Em 12.11.1823
Dom Pedro I (tendo em vista os conflitos estabelecidos) dissolveu de maneira
abrupta a Assembléia Constituinte. Foi um ato violento e afrontoso à Soberania
Nacional. Manda prender os constituintes. Dom Pedro I nomeou um Conselho
de Estado, sob sua orientação pessoal, para elaborar a Constituição do Império
que foi outorgada em 25 de março de 1824. A atitude de menosprezo à
Soberania da Nação, assumida por Dom Pedro I, motivou uma série de reações,
até com armas, principalmente a Revolução Pernambucana (em 1824 – que
proclamou a Confederação do Equador –).
Em 25.03.1824
É outorgada por Dom Pedro I a primeira Constituição (imperial) do Brasil.
Além do Poder Executivo, do Poder Legislativo e do Poder Judicial (ário), cria
como o quarto poder, o Poder Moderador. Esse (moderador) exclusivo do
imperador. Estabelece um Governo Monárquico, Hereditário, Vitalício e
Constitucional representativo.
Em 25.06.1824
Os Estados Unidos da América do Norte foram o primeiro País a reconhecer a
Independência do Brasil com base na doutrina Monroe, que pregava: “América
para os Americanos”.
Em 02.07.1824
Criou-se a Confederação do Equador, de inspiração republicana, tendo em vista
que Pernambuco não aceitava a nova Carta Constitucional (Constituição do
Império do Brasil).
Em 16.12.1830
Surgiu o Código Criminal do Império, com 313 artigos.
Em 1831
Em conseqüência da abolição de Dom Pedro I, passara o Governo a ser
exercido por uma Regência, a princípio Trina e posteriormente Una.
Em 1831 (REGÊNCIA)
Período imediatamente posterior à abdicação de Dom Pedro I, durante o qual,
em função da menoridade de Dom Pedro II (então com cinco anos), políticos
governam o Brasil em nome do Imperador. Essa fase vai de abril de 1831 a
julho de 1840. Acontecem quatro Regências consecutivas: a Regência Trina
Provisória (1831), a Regência Trina Permanente (1831-1835), a 1ª
Regência Una (1835-1837) e a 2ª Regência Una (1837-1840). Nesse período,
o país passa por uma grande agitação social e política, mas consolida as bases
do império. Entre as principais questões discutidas estão a unidade territorial do
Brasil, a centralização ou não do poder e o grau de autonomia das províncias.
As duas primeiras regências são marcadas pelas divergências entre os liberais
moderados (chimangos), os liberais exaltados (farroupilhas) e os
restauradores (caramurus), que querem o retorno de Dom Pedro I ao poder. A
Regência Trina Provisória é composta por um Senador restaurador, um
Moderado e um Membro da Oficialidade conservadora. Ela sobrevive pouco
mais de dois meses.
Em 07.04.1831
O Imperador pressionado e (quase) sem nenhum apoio (prestígio), tendo em
vista a repressão aos confederados e a perda da Província Cisplatina, decidiu
abdicar (o governo) em favor do filho Pedro. Na oportunidade, estabelecia o
texto constitucional que, para o caso de vacância do trono a ocupação seria pelo
parente mais próximo do Soberano. O parente mais próximo do Soberano, na
época contava apenas com cinco anos e alguns meses de idade. Tal situação
provocou a formação de uma tríplice Regência Provisória.
Em 07.04.1831
Instalada a Regência Trina Provisória, que busca (como objetivo maior) o
equilíbrio político tentando reunir em um mesmo governo, representantes das
facções políticas mais importantes, e logicamente antagônicas. Fusão de
interesses.
Em 07.04.1831
Como decorrência da abdicação do Imperador (do governo) recrudesceram as
iniciativas de reforma da primeira Constituição (imperial) do Brasil.
Em 17.06.1831
Integrada por vários segmentos sociais (deputados, brigadeiros, marqueses)
eleitos por Assembléia Geral, compõe-se a Regência Trina Permanente. Essa
Regência promulgou o Código de Processo Criminal. Transfere a Justiça para o
poder local. Essa Regência foi substituída pela Regência Una.
Em 18.08.1831
Foi instituída a Guarda Nacional.
Em 12.09.1831
Estoura no Maranhão, no quartel de Ourinhos, a revolta nacionalista que exigia
a expulsão dos padres franciscanos e dos portugueses. A revolta ganhou o
nome de “a setembrada”. A situação foi controlada, mas no ano seguinte nova
rebelião eclode, exigindo deslocamento da força naval para por termos ao
movimento.
Em 15.11.1831
Estoura em Pernambuco, levante militar apoiado por liberais radicais e
republicanos federalistas. Exige o desarmamento dos portugueses e a expulsão
dos solteiros. Tropas legalistas dominam os rebeldes. A revolta ganhou o nome
de “a novembrada”.
Em 14.04.1832
Inicia uma nova revolta em Pernambuco e em Alagoas, desta feita exigindo a
restauração de Dom Pedro I. Tal rebelião (rebeldes, escravos, camponeses e
índios) só foi controlada após três anos e com a participação do bispo João da
Purificação. Essa revolta recebeu o nome de “a abrilada”.
De 1831 a 1840
Nesse período acontece a segunda fase do império, chamado de período
regencial. Nesse período regencial, dois grandes acontecimentos: o primeiro, se
consolidam as bases jurídicas e institucionais do país; no segundo, iniciam as
grandes divergências político-partidárias.
Em 03.10.1832
Foi criadas a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e a Faculdade de
Medicina da Bahia.
Em 29.11.1832
Complemento do Código Criminal do Império, ou seja, o Estatuto do Processo
Criminal.
Em 12.08.1834
Através de Ato Adicional, suprimiu o Conselho de Estado. Criou as
Assembléias Legislativas Provinciais e o cargo de Presidente de Província
(eleito pelo Chefe da Nação). Instituiu a Regência Una, quadrienal e eletiva e
atenuou o centralismo administrativo (um passo importante e largo para o
sistema federativo).
Em 19.09.1837
Eleito pela Câmara dos Deputados, Pedro de Araújo Lima, passa a exercer a
Segunda Regência Una, que durou aproximadamente três anos. No seu
governo, ganha força a campanha da maioridade de Dom Pedro II.
Em 12.05.1840
É aprovada a lei de interpretação do Ato Adicional (como regulamentador),
que restringia o poder provincial e fortalecia o poder central do Império.
Em 12.05.1840
A Lei denominada de 12 de maio de 1840 teve por escopo interpretar o Ato
Adicional. Tinha por base dois preceitos constitucionais: o primeiro, o artigo
15; o segundo, o artigo 178. Todos os dois artigos da Constituição (imperial)
do Brasil.
Em 23.07.1840
Intensificada a campanha pública para a antecipação da maioridade legal de
Dom Pedro II, tendo na oportunidade a Assembléia Geral, no paço da Câmara
Pública, proclamando-a quando não tinha ainda quinze anos de idade (poderse-
ia dizer: emancipação).
De 1842 a 1848
Nesse período, ocorreu o confronto político entre a Monarquista Centralista e a
Liberal Republicana. A polarização, abafada pelo golpe da maioridade de Dom
Pedro II, manifesta-se nas revoltas ocorridas no período, retomando posição em
1870 e domina o debate político até a proclamação da República.
De 23.07.1840 a 15.11.1889
Nesse período, ocorre o segundo reinado. Fase de consolidação das instituições
nacionais e de desenvolvimento econômico. O país reorganiza-se inteiramente,
com a repressão e a anistia aos movimentos rebeldes e separatistas.
Em 1871
A jurisdição plena da primeira Instância, no Cível, passava inteiramente para os
Juízes Municipais, que eram temporárias e amovíveis, obedecendo assim, o
princípio (um dos) constitucional da vitaliciedade dos magistrados.
Em 20.09.1871
O Ministério Rio Branco promulgou a Lei nº 2.033 de 1871, regulamentada
pelo Decreto nº 4.824 do mesmo ano, acabando com o policiamento exagerado,
separou a Justiça da pública, criando o Inquérito Policial.
Em 28.09.1871
O Governo conservador do Visconde do Rio Branco promulga a Lei do Ventre
Livre, que liberta os filhos de escravos nascidos a partir de então,
permanecendo sob tutela dos senhores até completar vinte e um anos de idade.
Em 1880 criou-se a Sociedade Brasileira contra a Escravidão e a Associação
Central Abolicionista. Rui Barbosa foi um dos Ilustres integrantes.
Em 13.05.1888
Apresentado por João Alfredo, na época governo conservador, a princesa Isabel
assina a Lei Áurea, extinguindo a escravidão no País.
Em 15.11.1889
Extinção da Monarquia pelo golpe de Estado. A abolição da escravatura, a crise
econômica, a crise política, a aristocracia rural descontente, o conflito do
Governo Imperial com o Clero e o Exército, foram os motivos que levaram a
crescer (em muito) o número de adeptos ao Partido Republicano.
Em 15.11.1889
As forças militares, sob o comando do Marechal Deodoro da Fonseca,
proclamaram a República do Brasil (Governo Provisório baixou o Decreto nº 1,
instituindo a República Federativa).
Proclamação do Governo Provisório – Concidadãos:
O Povo, o Exército e a Armada Nacional, em perfeita comunhão de
sentimentos com os nossos cidadãos residentes nas Províncias, acabam de
decretar a deposição da Dinastia Imperial e conseqüentemente a extinção do
sistema Monárquico representativo.
Como resultado imediato desta revolução nacional, de caráter
essencialmente patriótico, acaba de ser instituído um Governo Provisório, cuja
principal missão é garantir com a ordem pública a liberdade e o direito do
cidadão.
Para comporem este Governo, enquanto a Nação Soberana, pelos seus
órgãos competentes, não proceder à escolha do Governo definitivo, foram
nomeados pelo Chefe do Poder Executivo da Nação os cidadãos abaixo
assinados.
Concidadãos!
O Governo Provisório, simples agente temporário da Soberania
Nacional, é o Governo da paz, da liberdade, da fraternidade e da ordem.
No uso...
Concidadãos!
As funções da justiça ordinária...
Concidadãos!
O Governo Provisório reconhece e acata todos os compromissos
nacionais contraídos durante o regime anterior, os tratados subsistentes com as
potências estrangeiras, a dívida pública externa e interna, os contratos vigentes
e mais obrigações legalmente estatuídas.
Marechal Deodoro da Fonseca (Chefe do Governo Provisório); A.
Silveira Lobo (Ministro do Interior); Rui Barbosa (Ministro da Fazenda e
(interinamente) Ministro da Justiça); Benjamim Constant (Ministro da Guerra);
Eduardo Wandenkolk (Ministro da Marinha) e Quintino Bocaiúva (Ministro
das Relações Exteriores e (interinamente) Ministro da Agricultura, Comércio e
Obras Públicas).
DECRETO Nº 1
O Governo Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil decreta:
Artigo 1º Fica proclamada provisoriamente e decretada como a forma de
Governo da Nação Brasileira – República Federativa.
Artigo 2º As províncias do Brasil, reunidas pelo laço da federação, ficam
constituídos os Estados Unidos do Brasil.
Artigo 3º Cada um desses Estados, no exercício de sua legítima soberania,
decretará oportunamente a sua Constituição definitiva, elegendo os seus corpos
deliberantes e os seus Governos locais.
Artigo 4º Enquanto, pelos meios regulares, não se proceder à eleição do
Congresso Constituinte do Brasil, e bem assim a eleição das legislaturas de
cada um dos Estados, será regida a Nação brasileira pelo Governo Provisório
da República; e os novos Estados pelos Governos que hajam proclamado ou, na
falta destes, por governadores delegados do Governo Provisório.
Artigo 5º Os Governos dos Estados Federados adotarão com urgência todas as
providências necessárias para a manutenção da ordem e da segurança pública,
defesa e garantia da liberdade e dos direitos dos cidadãos, quer nacionais quer
estrangeiros.
Artigo 6º Em qualquer dos Estados, onde a ordem pública for perturbada, e
onde faltem ao Governo local meio eficazes para reprimir as desordens e
assegurar a paz e tranqüilidade pública, efetuará o Governo Provisório a
intervenção necessária para, com o apoio da força pública, assegurar o livre
exercício dos direitos dos cidadãos e a livre ação das autoridades constituídas.
Artigo 7º Sendo a República Federativa Brasileira a forma de Governo
proclamada, o Governo Provisório não reconhece nem reconhecerá nenhum
Governo local contrário a forma republicana, aguardando como lhe cumpre, o
pronunciamento definitivo do voto da Nação, livremente expressado pelo
sufrágio popular.
Artigo 8º A força pública regular, representada pelas três armas do Exército e
pela Armada Nacional, de que existam guarnições ou contingentes nas diversas
províncias, continuará subordinada e exclusivamente dependente do Governo
Provisório da República, podendo os governos locais, pelos meios ao seu
alcance, decretar a organização de uma guarda cívica destinada ao
policiamento do território de cada um dos novos Estados.
Artigo 9º Ficam igualmente subordinadas ao Governo Provisório da República
todas as repartições civis e militares, até aqui subordinadas ao Governo Central
da Nação brasileira.
Artigo 10. O território do Município neutro fica provisoriamente sob a
administração imediata do Governo Provisório da República, e a Cidade do Rio
de Janeiro constituída, também, provisoriamente, sede do Poder Federal.
Artigo 11. Ficam encarregados da execução deste decreto, na parte que a cada
um pertença, os secretários de Estados das diversas repartições ou Ministérios
do atual Governo Provisório.
(Sala das sessões do Governo Provisório...)
De 15.11.1889 a 23.11.1891
Primeiro Presidente do Brasil – Manuel Deodoro da Fonseca, natural de
Alagoas (alagoano), de profissão militar. Foi eleito pelo Congresso Nacional
(via indireta), não completou seu mandato (por renúncia).
Em 03.12.1889
Pelo Decreto no 29 de 1889, foi nomeada uma Comissão (nos moldes de
Constituinte) para elaborar o projeto da Constituição Republicana.
Em 07.01.1890
O Decreto no 119 de 1889 proíbe a intervenção da autoridade federal e dos
estados federados em matéria religiosa; consagra a plena liberdade de culto,
extingue o padroado (direito de proteger, adquirido por quem fundou ou dotou
uma igreja), e estabelece outras providências.
Em 22.06.1890
Decreto no 510 de 1890, passa a vigorar como Constituição Provisória da
República, enquanto se aguardava a conclusão dos trabalhos da Assembléia
Constituinte.
Em 11.10.1890
Pelo Decreto no 848 de 1890, foi criado a Justiça Federal, já estabelecendo que
haveria tantos Juízes e Tribunais, quantos fossem necessários.
Em 14.11.1890
O Decreto no 1.030 de 1890 tratava o seu texto, sobre a Organização da Justiça
do Distrito Federal como lei local.
Em 21.02.1891
Redação do Projeto de Constituição. Votado pelo Congresso Constituinte.
Parecer sobre as Emendas, em 23 de Fevereiro de 1891.
Em 24.02.1891
Inspirada na Constituição norte-americana é promulgada a primeira
Constituição Republicana e a segunda Constituição do Brasil. Revoga as
principais disposições da Constituição de 1824. Estabelece a República
Federativa, sob regime presidencialista. Estabelece a votação direta para a
escolha dos integrantes da Câmara Federal, do Senado Federal e o Presidente
da República, exceto o primeiro a ser eleito pela Constituinte. Foram
asseguradas as garantias da vitaliciedade e irredutibilidade dos vencimentos,
nos termos do artigo 57 § 1º. Não se cogitou do princípio da inamovibilidade
dos Juízes, que somente viria a ser instituído em 1934, por obra da
Constituinte. A Assembléia Constituinte elaborou o estatuto fundamental da
República. Rui Barbosa, o grande artífice, estruturou segundo o modelo Norte
Americano, com as idéias diretoras do presidencialismo, do federalismo, do
liberalismo político e da democracia. A Soberania Nacional estava presente
através dos seus clássicos poderes: o Poder Legislativo (Câmara dos Deputados
e Senado Federal); o Poder Executivo (Presidente da República eleito
diretamente e auxiliado por Ministros de Estado); e o Poder Judiciário
(apreciando a constitucionalidade das leis pelo Supremo Tribunal Federal).
De 23.11.1891 a 15.11.1894
Segundo Presidente do Brasil – Floriano Vieira Peixoto, natural de Alagoas
(alagoano), de profissão militar. Foi eleito pelo Congresso Nacional (através de
via indireta), fora do período eleitoral apropriado, tendo em vista a renúncia de
Manuel Deodoro da Fonseca.
Em 30.05.1896
Por acórdão, o Supremo Tribunal Federal consagrou o princípio do Controle da
Constitucionalidade. Outra função das mais relevantes outorgadas aos tribunais
foi à garantia dos direitos e liberdades individuais, por meio da nova
configuração dada ao instituto do “habeas corpus”. Exigido em princípio
constitucional (Constituição Federal de 1891 no artigo 72 § 22), passaram os
doutrinadores a entender que ele deveria garantir não só a liberdade de ir e vir,
mas todo e qualquer direito líquido e certo, ameaçado e tolhido no seu
exercício. Entre os defensores dessa idéia estavam Rui Barbosa e Epitácio
Pessoa. Em contraposição estavam Costa Manso e Pedro Lessa.
Em 1898
O primeiro Estado a ter um Código de Processo, de acordo com a nova ordem
vigente, foi o Rio Grande do Sul, que já neste ano promulgava o seu estatuto
processual penal por iniciativa do Presidente do Estado, Júlio Prates de
Castilho. No Processo Civil, também foram os gaúchos, os primeiros a
promulgarem o Código, em 1908.
De 15.11.1894 a 15.11.1898
Terceiro Presidente do Brasil – Prudente José de Morais e Barros, natural de
São Paulo (paulista), de profissão advogado. Foi eleito pelo voto popular (via
direta). Completou seu mandato.
De 15.11.1898 a 15.11.1902
Quarto Presidente do Brasil – Manuel Ferraz de Campos Sales, natural de São
Paulo (paulista), de profissão advogado. Foi eleito pelo voto popular (via
direta). Completou seu mandato.
De 15.11.1902 a 15.11.1906
Quinto Presidente do Brasil – Francisco de Paula Rodrigues Alves, natural de
São Paulo (paulista), de profissão advogado. Foi eleito pelo voto popular (via
direta). Completou seu mandato. Foi eleito para cumprir outro mandato, mas
morreu antes de tomar posse.
De 15.11.1906 a 14.06.1909
Sexto Presidente do Brasil – Afonso Augusto Moreira Pena, natural de Minas
Gerais (mineiro), de profissão advogado. Foi eleito pelo voto popular (via
direta). Não completou seu mandato por falecimento.
Em 15.06.1907
O político e jurista Rui Barbosa, participa da primeira conferência internacional
(II Conferência de Haia) em que o Brasil participa. Tal conferência tinha por
objetivo estabelecer normas e regulamentos de guerra. Rui Barbosa, entretanto,
defendeu os interesses dos países explorados, propondo a igualdade entre as
Nações. Sua participação foi de tal porte, que lhe valeu o apelido de “Águia de
Haia”.
Em 1910
Mesmo com o discurso de Rui Barbosa sobre a injustificativa do regime dual,
prosseguiu este sistema por muitos anos, nem sendo cogitado na Reforma
Constitucional de 1926.
De 14.06.1909 a 15.11.1910
Sétimo Presidente do Brasil – Nilo Procópio Peçanha, natural do Rio de Janeiro
(fluminense), de profissão advogado. Foi eleito pelo voto popular (via direta).
Foi o Vice-Presidente de Afonso Augusto Moreira Pena, completou o mandato.
De 15.11.1910 a 15.11.1914
Oitavo Presidente do Brasil – Hermes Rodrigues da Fonseca, natural do Rio
Grande do Sul (gaúcho), de profissão militar. Foi eleito pelo voto popular (via
direta). Completou seu mandato.
De 15.11.1914 a 15.11.1918
Nono Presidente do Brasil – Venceslau Brás Pereira Gomes, natural de Minas
Gerais (mineiro), de profissão advogado. Foi eleito pelo voto popular (via
direta). Completou seu mandato.
De 15.11.1918 a 28.07.1919
Décimo Presidente do Brasil – Delfim Moreira da Costa Ribeiro, natural de
Minas Gerais (mineiro), de profissão advogado. Foi Vice-Presidente de
Francisco de Paula Rodrigues Alves (que faleceu antes de tomar posse).
De 28.07.1919 a 15.11.1922
Décimo primeiro Presidente do Brasil – Eptácio da Silva Pessoa, natural da
Paraíba (paraibano), de profissão advogado. Foi eleito pelo voto popular (via
direta). Completou seu mandato.
De 15.11.1922 a 15.11.1926
Décimo segundo Presidente do Brasil – Artur da Silva Bernardes, natural de
Minas Gerais, de profissão advogado. Foi eleito pelo voto popular (via direta).
Completou seu mandato.
Em 20.12.1923
Pelo Decreto nº 16.273, o Ministério Público, é o órgão da lei e fiscal de sua
execução, onde quer que e quando seja a sua intervenção útil ou necessária aos
interesses gerais do Estado em razão da ordem pública, tutela das pessoas
jurídicas e das incapazes.
Em 29.11.1832
Complemento do Código Criminal do Império, ou seja, o estatuto do processo
criminal.
Em 07.09.1926
Primeira Reforma Constitucional acontece em 1926. A Constituição de 1891
sofreu a sua primeira reforma, Governo de Arthur Bernardes, sob a vigência de
estado de sítio (instituiu o veto parcial, circunscreveu o “habeas corpus” à
proteção da liberdade de ir e vir estabeleceu a obrigatoriedade do passaporte
para entrada e saída, etc.).
Em 1925 (COLUNA PRESTES)
Movimento político-militar de origem tenentista, que entre 1925 e 1927, se
deslocou pelo Brasil pregando reformas políticas e sociais e combatendo o
governo do Presidente Artur Bernardes. Após a derrota do movimento paulista,
em 1924, um grupo de combatentes recua para o interior sob o comando de
Miguel Costa. No início de 1925, reúne-se no oeste do Paraná com a coluna do
capitão Luís Carlos Prestes, que havia partido do Rio Grande do Sul. Sempre
com as forças federais no seu encalço, a Coluna de 1.500 homens entra pelo
atual Mato Grosso do Sul, atravessa o país até o Maranhão, percorre parte do
Nordeste, em seguida retorna a partir de Minas Gerais. Refaz parte do trajeto
da ida e cruza a fronteira com a Bolívia, em fevereiro de 1927. Sem jamais ser
vencida, a Coluna enfrenta as tropas regulares do Exército ao lado de forças
policiais dos estados e tropas de jagunços, estimulados por promessas oficiais
de anistia. A Coluna poucas vezes enfrentou grande efetivo do governo. Em
geral, eram utilizadas táticas de despistamento para confundir as tropas
legalistas. Nas cidades e nos vilarejos do sertão, os rebeldes promovem
comícios e divulgam manifestos contra o regime oligárquico da República
Velha e contra o autoritarismo do Governo de Washington Luís, que mantém o
país sob estado de sítio desde sua posse, em novembro de 1926.
Em 1926
Com a Emenda Constitucional, ficou estabelecido que o “habeas corpus”
garantiria a liberdade de ir e vir sempre que alguém se achasse em eminente
perigo de sofrer violência por prisão ou constrangimento ilegal. Deixava, pois,
de estender-se aos casos de jurisdição civil.
De 15.11.1926 a 24.10.1930
Décimo terceiro Presidente do Brasil – Washington Luiz Pereira de Souza,
natural do Rio de Janeiro (fluminense), de formação política paulista, de
profissão advogado. Foi eleito pelo voto popular (via direta). Não completou
seu mandato, foi deposto pela Junta Pacificadora Provisória.
Em 03.10.1930 (REVOLUÇÃO DE 1930)
Em nome dos direitos das classes obreiras surgiu a revolução que veio
suspender o ritmo da vida constitucional do País. Movimento político–militar
que derruba o Presidente Washington Luís em outubro de 1930 acaba com a
República Velha no Brasil, levando Getúlio Dornelles Vargas ao poder (ver
Presidentes do Brasil). A crise da República velha havia-se agravado na década
de 20. Ganham visibilidade com a mobilização do operariado, as revoltas
tenentistas e as dissidências políticas que enfraqueceram as oligarquias,
ameaçando a estabilidade da aliança entre São Paulo e Minas Gerais. Em 1926,
setores descontentes do Partido Republicano Paulista (PRP) fundam o Partido
Democrático (PD), que defendia um programa reformista de oposição. Mas o
maior sinal do desgaste republicano é a superprodução cafeeira, alimentada
pelo governo com valorizações cambiais e subsídios públicos. Crise de 1929 –
O ano é um marco para o fim da República Velha. O Brasil é atingido pela
crise da quebra da bolsa de Nova York, que compromete o comércio mundial.
Alegando defender os interesses da cafeicultura, o Presidente Washington Luís,
paulista, lança candidato à sucessão o governador de São Paulo, Júlio Prestes,
do PRP. Ao indicar outro paulista, rompe com a política do “café–com–leite”,
pela qual mineiro e paulista alternam-se no poder. Em represália, o Partido
Republicano Mineiro (PRM) passa para a oposição, forma a Aliança Liberal
com oligarquias de outros Estados e lança o gaúcho Getúlio Dornelles Vargas
para a presidência da República, com o paraibano João Pessoa como Vice-
Presidente. O programa da Aliança Liberal contém reivindicações de forças
democráticas de todo o país, como a defesa do voto secreto e da Justiça
Eleitoral. Mas, em março de 1930, seus candidatos perdem a eleição para a
chapa oficial, formada por Júlio Prestes e pelo baiano Vital Soares. A oposição
começa a se desmobilizar quando João Pessoa é assassinado, em um crime
passional. Os aliancistas atribuem motivos políticos ao crime e deflagram uma
rebelião político–militar. Primeiros levantes – Chefiada por líderes aliancistas
e tenentistas, a revolta é articulada entre o Sul e o Nordeste e tem o apoio de
diversos Estados. Começa no Rio Grande do Sul em 3 de outubro, sob o
comando de Getúlio Dornelles Vargas, Osvaldo Aranha e Góes Monteiro. Em
seguida irrompe no Norte e no Nordeste, sob o comando do tenentista Juarez
Távora. Sem encontrar resistências, os revoltosos avançam sobre o Rio de
Janeiro. Os Ministros Militares antecipam-se ao movimento e depõem
Washington Luís em 24 de outubro. No dia três de novembro, Getúlio
Dornelles Vargas chega ao Rio de Janeiro e assume o Governo Provisório.
Nomeia interventores nos Estados, mas tem problemas para acomodar os
interesses das forças que o apoiam, compostas por grupos oligárquicos, setores
do empresariado industrial e do tenentismo. Isso retarda medidas político–
institucionais, como a prometida convocação da Assembléia Constituinte,
gerando denúncias e manifestações públicas, algumas das quais tornam-se
revoltas, como a Revolução Constitucionalista de 1932. Conseqüências – A
nova Constituição só é aprovada em 1934, depois de forte pressão social (ver
Constituições brasileiras). Mas a estrutura do Estado brasileiro modifica-se
profundamente depois de 1930, tornando-se mais ajustada às necessidades
econômicas e sociais do país. O regime centralizador, por vezes autoritário, da
era Getúlio Dornelles Vargas estimula a expansão das atividades urbanas e
desloca o eixo produtivo da agricultura para a indústria, estabelecendo as bases
da moderna economia brasileira.
Em 24.10.1930
O País passou a ser dirigido por uma Junta Militar Governativa Provisória,
constituída pelos Generais Augusto Tasso Fragoso (Exército), natural do
Maranhão (maranhense); João de Deus Mena Barreto (Exército), natural do Rio
Grande do Sul (gaúcho) e Contra–Almirante José Isaías de Noronha (Marinha),
natural do Rio de Janeiro (carioca), até três de Novembro (10 dias), quando
tomou posse Getúlio Dornelles Vargas (Chefe da Revolução).
Em 11.11.1930
O novo Governo buscou, desde logo, disciplinar as regras do Poder Público,
estampando o Decreto nº 19.393 de 1930, preceituando seu artigo 1º: “O
Governo Provisório exercerá, dimencionariamente, em toda a sua plenitude as
funções e atribuições não só do Poder Executivo como também do Poder
Legislativo, até que, eleita a Assembléia Constituinte, estabeleça a
reorganização Constitucional do Brasil”.
De 03.11.1930 a 29.10.1945
Décimo quinto Presidente do Brasil – Getúlio Dornelles Vargas, natural do Rio
Grande do Sul (gaúcho), de profissão advogado. Foi eleito pelo Congresso
Nacional (via indireta). Completou o mandato mais longo de todos os
Presidentes do Brasil, ou seja, quinze anos. Governo ditatorial com a
instauração do chamado “Estado Novo” de 1937 a 1945. Foi deposto no mês de
Outubro de 1945 pelas Forças Armadas.
Em 09.07.1932 (REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932)
Surge a Revolução Constitucionalista de São Paulo. O País foi surpreendido
com o gesto heróico de São Paulo exigindo, de armas em punho, o retorno do
Brasil à Ordem Constitucional. Movimento de insurreição contra o governo
provisório de Getúlio Dornelles Vargas, ocorrido de julho a outubro de 1932,
em São Paulo. Os insurgentes exigem a convocação da Assembléia
Constituinte prometida por Getúlio Dornelles Vargas em sua campanha pela
Aliança Liberal e na Revolução de 1930. Além dos interesses das oligarquias
paulistas, a Revolução constitucionalista tem suas raízes na tradição liberal
democrática de amplas alas da sociedade urbana estadual. Derrotados pela
Revolução de 1930, setores da elite oligárquica de São Paulo defendem a
instalação de uma Constituinte com o objetivo de fazer oposição ao governo
provisório. O Presidente Getúlio Dornelles Vargas é acusado de retardar a
elaboração de uma nova Constituição (ver Constituições brasileiras). No início
de 1932, o Partido Republicano Paulista (PRP) e o Partido Democrático aliamse
na Frente Única Paulista e lançam uma campanha pela constitucionalização
do país e o fim da intervenção federal nos Estados. A repercussão popular é
grande. Os atos públicos multiplicam-se e as manifestações tornam-se mais
fortes. No dia 23 de maio de 1932, durante um comício no centro da capital, a
polícia reprime violentamente os manifestantes. Quatro estudantes são
assassinados. Em sua homenagem, o movimento passa a se chamar MMDC
– iniciais de Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, os mortos – e amplia sua
base de apoio entre a classe média. Batalhões de voluntários –. Em 9 de julho
começa a rebelião armada, proclamada pelo ex-governador paulista Júlio
Prestes e pelo próprio interventor federal Pedro de Toledo, que aderira à
campanha constitucionalista. Milhares de voluntários civis são incorporados
aos batalhões das forças estaduais. Seu efetivo chega a 40 mil homens,
deslocados para as três grandes frentes de combate, nas divisas com o sul de
Minas Gerais, o norte do Paraná e no Vale do Paraíba. Os comandantes
militares Isidoro Dias Lopes, Bertoldo Klinger e Euclydes Figueiredo, contudo,
sabem que as forças federais são muito superiores. Eles contam com a adesão e
o apoio prometidos por outros Estados, como Rio Grande do Sul e Minas
Gerais. Mas o reforço esperado não chega e São Paulo é cercado pelas tropas
legalistas. Depois de negociações, envolvendo anistia aos soldados rebeldes e
facilidades para o exílio dos líderes civis e chefes militares do movimento, os
paulistas anunciam oficialmente sua rendição em 3 de outubro de 1932.
Em 1932 (INTEGRALISMO)
Movimento político e ideológico de inspiração fascista ocorrido no Brasil na
década de trinta. Defende um Estado autoritário e nacionalista; uma sociedade
baseada na hierarquia, ordem e disciplina social; e o reconhecimento da
suprema autoridade política e jurídica do chefe da nação sobre indivíduos,
classes e instituições. Alguns de seus ideólogos, como Gustavo Barroso, dão ao
integralismo um fundo racista, defendendo a superioridade da população
branca brasileira sobre negros, mestiços e, sobretudo, judeus. Já nos anos vinte
o pensamento nacionalista brasileiro desenvolvia uma vertente conservadora.
Entre seus entusiastas estão intelectuais de variadas formações e tendências,
como o sociólogo Oliveira Viana, o jornalista, professor e político Plínio
Salgado e o pensador católico Jackson de Figueiredo. Mesmo sem atuar como
grupo, eles têm em comuns posições políticas nacionalistas, antiimperialistas e
anticomunistas, criticam a democracia liberal e defendem os regimes fascistas
que começam a despontar na Europa. Ação Integralista Brasileira (AIB) – Em
1932, Plínio Salgado e Gustavo Barroso fundam em São Paulo a AIB, de
inspiração nazi-facista. Seu programa mistura idéias nacionalistas e a defesa da
autoridade do Estado frente à “anarquia liberal”, com o lema “Deus, Pátria e
Família”. Os militantes vestem camisas verdes e saúda-se com gritos de Anauê!
(interjeição que em tupi quer dizer “ave” ou “salve”). A Ação Integralista
Brasileira (AIB) recebe apoio imediato de importantes setores conservadores
empresariais, militares, religiosos e até sindicais, e logo se transforma em
partido político. Em menos de quatro anos a organização reúne mais de
trezentos mil adeptos, expande sua militância por todo o país e entra em
choques freqüentes com grupos democráticos. Em 1935, apoia a repressão à
Intentona Comunista. Plínio Salgado lança-se candidato à Presidência da
República nas eleições previstas para 1938. As eleições não se realizam. Com o
golpe que instalou o Estado Novo, os partidos são extintos e o espaço político
do integralismo é reduzido. Desiludidos com Getúlio Dornelles Vargas, no
final de 1938, os integralistas promovem o assalto ao palácio presidencial no
Rio de Janeiro e pensam contar com o apoio do Exército para tomar o poder.
Mas o Presidente obtém o apoio da cúpula militar e o golpe fracassa. Os
integralistas são perseguidos, seu líder preso, Plínio Salgado é exilado em
Portugal e o movimento desarticula-se.
Em 15.11.1933
Instalada a Assembléia Constitucional (Governo Federal fixou data para
eleições e convocou Assembléia Constituinte). Início da nova vida
constitucional republicana (segunda fase). Reuniram-se duzentos e cinqüenta
deputados eleitos pelo povo e cinqüenta eleitos pelas representações de classe e
iniciaram a elaboração de uma nova Constituição.
Em 16.07.1934
Baseada na Constituição Alemã de Weimar de 1919 e na espanhola de 1931, é
promulgada a terceira Constituição do Brasil e a segunda da República.
Também realizada por Assembléia Nacional Constituinte. Uma das influências
da Constituição Alemã foi à democracia social e não mais a democracia liberal,
ampliando fortemente a atividade econômica no País. Essa democracia social
era símbolo de compromisso do constitucionalismo com as novas tendências
proletárias. No texto, limita poderes do Senado e amplia os da União. Dá
direito de voto às mulheres, prevê a criação da Justiça do Trabalho, da Justiça
Eleitoral e cria o Conselho de Segurança Nacional.
Em 1934
O Poder Judiciário ampliou-se com a instituição da Justiça Eleitoral e Justiça
do Trabalho, passando as questões eleitorais e trabalhistas a competência delas
(Justiça Especial).
Em 1935 (INTENTONA COMUNISTA)
Insurreição político-militar promovida pelo Partido Comunista Brasileiro
(PCB), em novembro de 1935, com o objetivo de derrubar o Presidente Getúlio
Dornelles Vargas e instalar um governo socialista no Brasil. Fundado em 1922,
o Partido Comunista Brasileiro (PCB) fortalece-se apenas no final da década,
ao intensificar sua participação nas campanhas eleitorais e penetrar no meio
dos proletariados urbanos e trabalhadores rurais. Após a Revolução de 1930,
recebe a adesão de militantes e líderes tenentistas, entre eles o ex-capitão Luís
Carlos Prestes. Depois de uma estada na União Soviética, Prestes retorna ao
Brasil e, em 1934, passa a participar da direção do partido. Aliança Nacional
Libertadora (ANL) – Com o crescimento do fascismo na Europa e do
integralismo no Brasil, as lideranças políticas democráticas e de esquerda
decidem reproduzir no país o modelo das frentes populares européias. Com
esse objetivo, em março de 1935 é criada no Rio de Janeiro a Aliança Nacional
Libertadora (ANL), reunindo ex-tenentes, comunistas, socialistas, líderes
sindicais e liberais excluídos do poder. A Aliança aprova um programa de
reformas sociais, econômicas e políticas que inclui aumento dos salários,
nacionalização de empresas estrangeiras, proteção aos pequenos e médios
proprietários e defesa das liberdades públicas. Luís Carlos Prestes é convidado
para a presidência de honra da organização. A Aliança Nacional Libertadora
(ANL) cresce tão rapidamente quanto a sua adversária, a Ação Integralista
Brasileira (AIB). Os confrontos entre militantes comunistas e integralistas
tornam-se cada vez mais freqüentes. Aproveitando o apoio da sociedade à
causa antifascista, Luiz Carlos Preste lança em julho de 1935, em nome da
Aliança Nacional Libertadora (ANL), um manifesto pedindo a renúncia do
Presidente Getúlio Dornelles Vargas. Em represália, o governo decreta a
ilegalidade da Aliança Nacional Libertadora (ANL). Impedida de atuar
publicamente, a organização perde força. Levante nos quartéis – Com o apoio
de Prestes e contando com a adesão de simpatizantes aliancistas em
importantes unidades do Exército, o Partido Comunista Brasileiro (PCB)
prepara uma rebelião militar. O levante dos quartéis seria o sinal para uma
greve geral e o início da revolução popular. A revolta começa precipitadamente
nas cidades de Natal e do Recife, nos dias 23 e 24 de novembro. Em função
dessa antecipação inesperada, os chefes do movimento apressam a mobilização
no Rio de Janeiro para a madrugada do dia 27. O 3º Regimento de Infantaria,
na Praia Vermelha, e a Escola de Aviação, no Campo dos Afonsos, são palco
das revoltas. Mas o governo está preparado e conta com a lealdade das Forças
Armadas. Os rebeldes são encurralados e rapidamente dominados pelas
artilharias do Exército e da Marinha. A rebelião é derrotada no mesmo dia em
que começa. Em todo o país, revoltoso e simpatizante são perseguidos, seus
chefes são presos, alguns torturados e mortos. Luiz Carlos Prestes fica na
prisão até 1945. Sua mulher, Olga Benário, comunistas e judia, é entregue pela
polícia do Estado Novo à Gestapo, polícia política nazista, e morre em 1942
num campo de concentração da Alemanha nazista. Após a Intentona, o Partido
Comunista Brasileiro (PCB) é condenado à clandestinidade.
Em 27.11.1935
Novas Emendas Constitucionais, com o objetivo de salvaguardar as instituições
políticas das atividades subversivas e revolucionárias, como uma verdadeira
Lei de Segurança Nacional e de fortalecimento do Poder Executivo.
Em 17.01.1936
Promulgada a Lei nº 192 de 1936. Reorganizava dentro dos Estado e da União,
as Polícias Militares as considerando reservas do Exército.
Em 1937
A Justiça Federal de Primeira Instância foi abolida, passando todas as causas
que não fossem competência do Supremo Tribunal Federal, às Justiças
Estaduais (Constituição Federal artigo 107 e 108).
Em 08.01.1937
Promulgada a Lei nº 2856 de 1937. Uma das leis mais significativas da Justiça
Militar no âmbito Estadual dispunha sobre os seguintes pontos: administração,
competência, processo e julgamento dos crimes da competência originária do
Tribunal Superior da Justiça Militar (TSJM) etc.
Em 10.11.1937
Inspirada nos regimes fascitas europeus, é outorgada a quarta Constituição do
Brasil e a terceira da República. Getúlio Dornelles Vargas (Presidente da
República) revoga a Constituição de 1934, dissolve o Congresso Nacional e
outorga ao país a Carta Constitucional do Estado Novo (sem qualquer consulta
prévia). Estabelecia a preeminência do Poder Executivo em face aos Poderes
Legislativo e Judiciário, criando, assim uma ditadura sui generis que se
propunha a conciliar os interesses do trabalhismo incipiente com as tendências
conservadoras do capitalismo. Prevê a centralização do poder político, extinção
dos Partidos Políticos e instituição do regime corporativo sob a autoridade do
Presidente.
Em 1937 (ESTADO NOVO)
É o nome que se dá ao regime ditatorial implantado pelo Presidente Getúlio
Dornelles Vargas, a partir do golpe de Estado de 1937. A ditadura varguista
prolonga-se até 1945, quando é derrubada por outro golpe de Estado. Desde a
Intentona Comunista de 1935, Getúlio Dornelles Vargas mantém o país sob
estado de guerra, com a suspensão dos direitos constitucionais e fortes
repressão policial. Com essa atitude, justificada como defesa do país diante do
“perigo vermelho” (comunista), Getúlio Vargas dificulta a campanha eleitoral
para sua sucessão e ganha tempo para avaliar as chances de um autogolpe para
manter-se na presidência. Aproveita-se do crescimento das tensões políticoideológicas
e militares na Europa, decorrentes do confronto entre liberalismo,
fascismo e comunismo, no período imediatamente anterior à 2º Guerra Mundial
(1939-1945). O Golpe – Em 30 de setembro de 1937 é divulgado pelo general
Góis Monteiro um suposto plano comunista (Plano Cohen) para tomar o poder
por meio de luta armada. Apoiado nesse fato, mais tarde evidenciado como
uma fraude montada por partidários do governo, Getúlio Dornelles Vargas
reúne as condições para o golpe de Estado. Em 10 de novembro do mesmo ano,
apoiado pelos setores sociais mais conservadores, o Presidente da República
anuncia pelo rádio a “nova ordem” do país. Autoritarismo, centralismo e
corporativismo são as características do novo regime. Em nome da “segurança
nacional” são abolidos os partidos políticos, suspensas as eleições livres, os
tribunais e os juízes independentes. O Poder Legislativo e o Poder Judiciário
perdem o poder, que fica concentrado no Presidente da República, com
mandato ampliado para seis anos. A estrutura federativa é esvaziada e são
nomeados interventores para os estados. A Constituição de 1937 logo é
apelidada de “polaca”, por sua clara inspiração nas constituições de regimes
fascistas europeus, como os da Polônia, Portugal, Espanha e Itália. Economia e
sociedade – Por outro lado, o período do Estado Novo é de grande avanço nas
políticas sociais e econômicas, sobretudo pela implantação de uma ampla
legislação trabalhista para os trabalhadores urbanos e pelo apoio à
industrialização, mediante projetos oficiais na área siderúrgica e petrolífera.
Para centralizar o controle da burocracia oficial, Getúlio Dornelles Vargas cria,
em 1938, o Departamento Administrativo do Serviço Público (Dasp). Em 1939,
cria o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), com a tarefa de divulgar
as ações do governo e controlar ideologicamente os meios de comunicação.
Para estimular e controlar o sindicalismo operário são ampliados os serviços
estatais de aposentadoria. O imposto sindical e o salário mínimo são instituídos
em 1940, e a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) entra em vigor em
1943. No campo econômico, Getúlio Dornelles Vargas avança no controle
estatal das atividades ligadas ao petróleo e combustíveis, gerando o Conselho
Nacional do Petróleo, em 1938. Estimula a indústria de base com a fundação da
Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) de Volta Redonda, no Rio de Janeiro,
em 1941, e obtém financiamento norte-americano para a instalação da Fábrica
Nacional de Motores, no Rio de Janeiro, em 1943. A fim de contribuir com a
formação de mão-de-obra especializada para o setor industrial, funda o Serviço
Nacional da Indústria (SENAI), em 1942, e o Serviço Social da Indústria
(SESI), em 1943. No campo da política externa, sob pressão dos Estados
Unidos, Getúlio Dornelles Vargas rompe relações com os países do Eixo –
Alemanha, Itália e Japão –, em 1942, e institui a Força Expedicionária
Brasileira (FEB), em 1943, enviada para a Itália em 1944. Fim do Estado
Novo – A participação do Brasil no esforço de guerra dos Aliados, em defesa
da democracia e contra o totalitarismo nazista e fascista, afeta a estabilidade
interna do regime ditatorial. Cresce a oposição ao Estado Novo entre
intelectuais, estudante, religioso e empresário. Vargas, apesar do aparato de
repressão, não mantém mais o controle da situação. Passa, então, à ofensiva e,
no início de 1945, anuncia eleições gerais para o final do mesmo ano, tendo o
marechal Eurico Dutra, Ministro da Guerra, como seu candidato. As pressões
de setores da burocracia e do trabalhismo para que o próprio Getúlio Dornelles
Vargas dispute as eleições suscitam a desconfiança das oposições, que se
movimenta com a cúpula militar e articula o golpe de 29 de outubro de 1945.
Os ministros militares destituem Getúlio Dornelles Vargas e passam o governo
ao Presidente do Supremo Tribunal Federal, José Linhares, até a eleição e
posse do novo Presidente da República, o general Eurico Gaspar Dutra, em
janeiro de 1946.
Em 10.11.1937
Com a revogação da Constituição de 1934, é dissolvido não só o Congresso
Nacional como todos os órgãos legislativos do Brasil.
De 29.10.1945 a 31.01.1946
A Revolução de 45 (1945). Deposição do Chefe do Governo pelas Forças
Armadas. A direção do Estado foi entregue ao Presidente do Supremo Tribunal
Federal, Ministro José Linhares, natural do Ceará (cearense), de profissão
advogado. Observam-se as eleições gerais, pelo próprio Governo Ditador, já
estavam convocadas para 2 de Dezembro.
Em 1945 (REDEMOCRATIZAÇÃO DE 1945)
Processo de restabelecimento do sistema democrático no Brasil, iniciado no
final do Estado Novo (1937–1945) e consolidado no governo Eurico Gaspar
Dutra (1946–1951). A partir de 1943, a pressão interna contra a ditadura de
Getúlio Dornelles Vargas cresce progressivamente. No final do ano, um grupo
de intelectuais lança o Manifesto dos Mineiros, exigindo liberdade de
pensamento, sobretudo político. O documento tem forte repercussão. Nos dois
anos seguintes, a luta pela redemocratização intensifica-se, apesar da repressão
policial. Diante das pressões internas e da perspectiva de vitória dos Aliados na
2ª Guerra Mundial (1939–1945), no início de 1945, Getúlio Dornelles Vargas
começa a abrir o regime: concede anistia aos presos políticos, reforma a
legislação partidária e eleitoral, anuncia eleições gerais e convoca uma
Assembléia Constituinte. Também patrocina a criação do Partido Trabalhista
Brasileiro (PTB) e do Partido Social Democrata (PSD), por meio dos quais
pretende entrar na campanha eleitoral. O Partido Trabalhista Brasileiro (PTB)
ensaia lançar o ditador como candidato à sua própria sucessão, manobra que
provoca imediata reação entre os adversários do governo. Setores civis e
militares articulam um golpe e, em 29 de outubro de 1945, Getúlio Vargas é
deposto. Democracia limitada – Ministro da Guerra no Estado Novo, o general
Eurico Gaspar Dutra elege-se Presidente da República pela conservadora União
Democrática Nacional (UDN). Toma posse em janeiro de 1946 e em setembro
promulga a nova Constituição. De inspiração democrática e liberal, a
Constituição (Carta) de 1946 restabelece o Estado de Direito e a autonomia
federativa no país (ver Constituições brasileiras). Eurico Gaspar Dutra, no
entanto, logo revela os limites políticos e ideológicos da redemocratização. Em
1947, fecha a Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT) e intervém em
mais de cem sindicatos, acusando-os de focos de agitação operária. Atendendo
às reivindicações conservadoras, proíbe os jogos de azar e fecha os cassinos.
No mesmo ano, rende-se às pressões norte-americanas, decreta a ilegalidade do
Partido Comunista do Brasil (PCB) e cassa os mandatos de seus parlamentares.
De 31.01.1946 a 31.01.1951
Período sob a Presidência do Poder Judiciário. Realizada a eleição, foi eleito o
Marechal Eurico Gaspar Dutra, para Presidente da República. Natural de Mato
Grosso, de profissão militar. Foi eleito pelo voto popular (via direta).
Completou seu mandato.
Em 02.02.1946
Início dos trabalhos da Assembléia Constituinte (eleita no pleito de 02 de
Dezembro) para elaborar a Constituição (a melhor de todas).
Em 18.09.1946
Promulgada a nova Constituição. A quinta do Brasil e a quarta da República.
Constituição baseada (com influência) nas Constituições: norte-americana de
1787, na francesa de 1848 e na alemã, de Weimar, de 1919. Manteve o regime
representativo, a federação e a república. A melhor Constituição do Brasil.
Sofreu a nova lei constitucional, conforme já mencionado, a influência da
Constituição (Yanque) de 1787 no princípio da descentralização (federalismo e
municipalismo); da Constituição Francesa de 1848, no referente ao corte nas
funções (tradição brasileira) do presidencialismo e na transformação dos
Ministros de Estado como pessoas politicamente responsáveis e não mais como
mero assistente do Presidente. Por último, a Constituição Alemã de Weimar, no
tocante a democracia social, por meio das novas medidas do intervencionismo,
do planejamento, do sindicalismo, da greve, e outros direitos. Restabelece
direito individual e dá direito de voto aos maiores de dezoito anos. Devolve
autonomia aos Estados e Municípios e restabelece a interdependência dos
Poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário). Mantém, porém, a estrutura
sindical ligada ao Estado e a possibilidade legal de proibição de greve.
De 31.01.1951 a 24.08.1954
Décimo oitavo Presidente do Brasil – Getúlio Dornelles Vargas, natural do Rio
Grande do Sul (gaúcho), de profissão advogado. Foi eleito pelo voto popular
(via direta). Não completou seu mandato (suicidou-se em 24 de agosto de
1954).
De 24.08.1954 a 09.11.1955
Décimo nono Presidente do Brasil – João Café Filho, natural do Rio Grande do
Norte (rio-grandense), de profissão jornalista. Foi o Vice-Presidente de Getúlio
Dornelles Vargas (assumiu a Presidência da República por sucessão tendo em
vista o ocorrido com Getúlio Dornelles Vargas). Também não completou o
mandato (afastamento por doença).
De 09.11.1955 a 11.11.1955
Vigésimo Presidente do Brasil – Carlos Coimbra da Luz, natural de Minas
Gerais (mineiro), de profissão advogado. Presidente da Câmara dos Deputados
(assumiu a Presidência da República por sucessão de João Café Filho que tinha
sucedido Getúlio Dornelles Vargas). Também não completou o mandato, aliás,
o mais curto período (somente vinte e quatro horas) de todos os Presidentes
do Brasil. Foi deposto pelo General Teixeira Lott.
De 11.11.1955 a 31.01.1956
Vigésimo primeiro Presidente do Brasil – Nereu de Oliveira Ramos, natural de
Santa Catarina (catarinense), de profissão advogado. Presidente do Senado
Federal (assumiu a Presidência da República por sucessão de Carlos Coimbra
da Luz).
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